• Patricia Brandão

Grandes momentos da semana de "Haute Couture" em Paris


A semana de "Haute Couture" acaba hoje em Paris, e para quem acompanha a história da moda é fato que alta-costura é coisa séria. Embora muito ateliê se autoproclame de alta-costura, a regra é clara: só recebe o título de fato quem faz parte da Chambre Syndicale de la Haute Couture, e pra isso existem diversos fatores necessários: o termo é legalmente protegido e controlado e só pode ser usado pelas casas que receberam essa designação pelo Ministro da Indústria na França. Há regras rígidas, como ter um ateliê em Paris, empregar ao menos um staff em tempo integral de 15 pessoas, fazer as peças sob encomenda com ao menos uma prova de roupa e apresentar suas coleções publicamente duas vezes por ano, com ao menos 35 looks para dia e noite. Existem hoje apenas 15 marcas que podem usar o termo registrado, fora convidados especiais (caso das famosas Armani e Elie Saab, que não possuem ateliê em Paris). A Alta-Costura tem a ver com técnica e não com preço. É um segmento com pouquíssimos clientes e que não rende lucros para as empresas, mas sim um posicionamento de excelência. O site escolheu os desfiles mais emblemáticos da temporada e seus melhores momentos. Karl Lagerfeld fez uma ode à mulher parisiense e ao grande símbolo da cidade, a Torre Eiffel. A coleção da Chanel de Alta –Costura outono-inverno 2017/18 foi apresentada dentro do Grand Palais, tendo uma réplica da torre como pano de fundo. A grife recebeu na mesma noite os convidados vips para uma mega festa com direito a show de Kate Perry e Pharrel Williams. Já Armani Privé escolheu o tema “Mistério” para sua coleção outono-inverno 2017/18, alfaiataria impecável como sempre e elegância acima de tudo, o vestido de festa não é nem sexy demais, nem transparente demais, mas absolutamente chic, na medida certa. Giambattista Valli encanta com seus vestidos de festa, saias gigantescas de tule dão um toque dramático, já o mullet deixa alguns looks mais joviais. Via-se muito drapeado, ombros de fora em tomara-que-caia, lembrando um conto de fada moderno, que agradou muito à sua fiel clientela da fila A. A diretora criativa da Dior, Maria Grazia Chiuri, celebrou os 70 anos da marca partindo de uma ilustração de 1953 de Albert Decaris sobre as viagens que o fundador Christian Dior fez pós-2ª Guerra. O desfile aconteceu ao ar livre em frente aos Invalides, em Paris. Confiram as imagens da semana.


25 visualizações

© 2016 Patricia Boiteux Brandão. Todos os direitos reservados.